LAMPEJOS DA RAZÃO*
ao professor Roberval Pereyr
A cena foi vista de
binóculo:
viu em seu chapéu um
rouxinol pousar;
e julgou, o leitor, que o
eu-lírico,
diante do espelho,
pôs-se atento a observar.
Ainda assim, foi para
dentro,
para dentro de si mesmo,
tão profundo aquele olhar...
* Inspirado no poema “Cena vista de binóculo”, do poeta e pintor baiano Antonio Brasileiro (1944-), e numa aula de Teoria da Literatura.
♪ O.A. 21 de nov de 2011; 02:06h
♪

o rouxinol quando pousa acena poesia no olhar,
ResponderExcluirabraço
A cena foi vista de binóculo, como quando nos sonhos eu me vejo. E é assim tão profundamente que enxergo meus traços mais reclusos.
ResponderExcluirBelíssimo poema, um dos melhores que já li de sua autoria.
Por este poema tenho imenso carino! Ele representa, acredito, um divisor de águas em minha psiquê!
ResponderExcluirGrata por suas palavras!!
^^
Tive que voltar pra dizer que me impressiono a cada lida...
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