sábado, 5 de maio de 2012

Lampejos da razão


LAMPEJOS DA RAZÃO*

ao professor Roberval Pereyr

A cena foi vista de binóculo:
viu em seu chapéu um rouxinol pousar;
e julgou, o leitor, que o eu-lírico,
diante do espelho,
pôs-se atento a observar.

Ainda assim, foi para dentro,
para dentro de si mesmo,
tão profundo aquele olhar...


* Inspirado no poema “Cena vista de binóculo”, do poeta e pintor baiano Antonio Brasileiro (1944-), e numa aula de Teoria da Literatura.

♪ O.A. 21 de nov de 2011; 02:06h

4 comentários:

  1. o rouxinol quando pousa acena poesia no olhar,



    abraço

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  2. A cena foi vista de binóculo, como quando nos sonhos eu me vejo. E é assim tão profundamente que enxergo meus traços mais reclusos.

    Belíssimo poema, um dos melhores que já li de sua autoria.

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  3. Por este poema tenho imenso carino! Ele representa, acredito, um divisor de águas em minha psiquê!

    Grata por suas palavras!!

    ^^

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  4. Tive que voltar pra dizer que me impressiono a cada lida...

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