domingo, 31 de maio de 2015

CAÇA

CAÇA

O furor da tua injúria
corroeu ou meus ouvidos,
os meus olhos, meu nariz,
minha língua e invadiu
o meu corpo: meu pulmão,
meu estômago, meus rins,
corrompeu meu coração
para, então, sair de mim
sem deixar-me uma fresta.

Eu não vejo mais razão
pra levar cara funesta
nem mais toco no assunto.
Esse fôlego que resta,
isto quando estamos juntos,
basta para eu suspirar
sob o teu corpo - inundo-o...
Se eu bebia, se eu comia,
já não faz mais diferença.

O que era que dizias?
Já são minhas tuas crenças;
delas, eu nunca duvido!
Vivo entregue à doença
dum querer escarnecido,
dum desejo que me arrasta
para todos os abismos,
para minha morte lenta
no formar do teu sorriso.

Oria Allyahan
24 de abril de 2015
2:21h


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