![]() |
Tuiuiu,
meu singelo cacto.
* Trecho do poema O cacto, de Manuel Bandeira
|
TUIUIU
a certo cacto regalado, "belo, áspero, intratável" *
Um cacto, então, ganhou:
como o vôo de uma ave
era meigo. Mas sem flor
e d'espinhos cor de neve...
Da janela o abateu,
num dia, um vento leve.
e seu corpo se rompeu
pois tombou, no chão, tão breve.
Se era ave só de nome
não chegou ao solo intacto.
Não foi fúria de ciclone
que levou ao chão o cacto.
Nem seu corpo de Laocoonte
partiu de postes cabos.
O.A. 13 de abril de 2012. 17:30h ♪
