sexta-feira, 13 de abril de 2012

Tuiuiu


Tuiuiu, 
meu singelo cacto.

* Trecho do poema O cacto, de Manuel Bandeira

TUIUIU

a certo cacto regalado, "belo, áspero, intratável" * 

Um cacto, então, ganhou:
como o vôo de uma ave
era meigo. Mas sem flor
e d'espinhos cor de neve...

Da janela o abateu,
num dia, um vento leve.
e seu corpo se rompeu
pois tombou, no chão, tão breve.

Se era ave só de nome
não chegou ao solo intacto.
Não foi fúria de ciclone

que levou ao chão o cacto.
Nem seu corpo de Laocoonte
partiu de postes cabos.

O.A. 13 de abril de 2012. 17:30h 

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