ROTA DE FUGA
Versou amargos sorrisos
em rimas de acorde maior;
e julgou, assim, possível
fazer o seu melhor,
enganando seus sentidos,
mas refém dos sustenidos
duma vida em fá menor.
♪ Izabella Medina; O. A.
♪ 07 e 10 set 2016
Harēna Poēsis ઇઉ
Essas palavras que escrevo me protegem da completa loucura. (Charles Bukowski)
domingo, 11 de setembro de 2016
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Enquanto ainda
ENQUANTO
AINDA
Beber água do rio Ganges
dançar mosh ao som de Bach
suportar jejum de Gandhi
lançar mirra a Iemanjá
sambar nas sepulturas
arriscar uma aventura
só pra ver onde vai dar.
Tomar banho com aguardente
e sorvete com hashi
fumar um milho verde
se despir para sair
tostar ao sol das duas
rituar nus para a Lua
divagar e confundir
debulhar os nossos medos
enganar nossos segundos
gargalhar nossos segredos
e trocar com todo mundo
fazer de tudo um pouco
inda que nos digam louco
se puder fazer de tudo.
♪ Izabella Medina; O.A.
♪ 20 de julho de 2016
♪ 12:05h
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Sísifo e o mar
SÍSIFO E O MAR
Foi então que ela veio,
feito quem não quer nada,
destruir meus castelos
com sua água salgada.
Izabella Medina; O.A.
15 de julho de 2016
02:35h
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Dose única
DOSE ÚNICA
É por eu estar
tão cheio
que meu copo
está vazio.
Eu vesti seus
devaneios,
desbotei meu
céu anil
e rasguei os
meus preceitos,
venerei os seus
desvios.
Eu tornei-me,
assim, alheio
nesse seu colo macio,
afoguei-me nos
anseios
dum querer mais
doentio
do que todos
os desejos
desse seu
olhar vadio.
Escarrei os
meus receios,
esculpi um
verso vil,
atirei-me nesse
enleio,
minha lucidez
ruiu…
Mas foi no seu
riso meigo
que perdi todo
meu brio.
Hoje, eu vivo
de tropeços,
desde que você
partiu.
Nas lembranças,
cambaleio,
forjo nossos
sonhos mil.
♪ Izabella
Medina ♪ O.A.
♪ 13 de julho de
2016
♪ 01:20h; 15:11h
terça-feira, 5 de julho de 2016
MIL ABUTRES
MIL ABUTRES
Os teus pés, tu sacrificas,
pra poupares o teu rosto;
eu contesto que te sintas
impotente em teu desgosto,
pra poupares o teu rosto;
eu contesto que te sintas
impotente em teu desgosto,
a dizer que houve luta…
– nem fizeste tanto esforço!
Envergonha tua conduta
de quem se atira ao fosso,
– nem fizeste tanto esforço!
Envergonha tua conduta
de quem se atira ao fosso,
a dizer "Com que alívio!"
– não te sejas tão infame!
Mil abutres são precisos
– não te sejas tão infame!
Mil abutres são precisos
pra negar-te em teus vexames,
engolfando-se no abismo
infinito do teu sangue.
engolfando-se no abismo
infinito do teu sangue.
♪ Izabella Medina; O.A.
♪ 05 de julho de 2016
♪ Série Diálogo
♪ 05 de julho de 2016
♪ Série Diálogo
O Abutre, de Franz Kafka:
"Era um abutre que me dava grandes bicadas nos pés. Tinha já dilacerado sapatos e meias e penetrava- me a carne. De vez em quando, inquieto, esvoaçava à minha volta e depois regressava à faina..."
Conto completo: <http://alpendredalua.blogspot.com.br/2011/01/conto-o-abutre-de-franz-kafka.html>
domingo, 3 de julho de 2016
TEU ANJO, EU? ESCUTA!
TEU ANJO, EU? ESCUTA!
Não quero brisas de suspiro infante
nem que me chores nos sonhos teus.
Com brandas queixas, não mais me canses,
nem com lamúrias, e pranto, e eu,
que tanto erro em outros mundos,
querendo errar nesse mundo teu,
eu poderia torná-lo imundo,
se me atirasses àquele breu,
se não dissesses que sou formosa
nem te alegrasses com risos meus,
se risses sempre ao me ver chorosa,
se definhasses de amor ateu;
nenhuma lágrima lutuosa,
derramarias dos olhos teus.
♪ Izabella Medina ♪ O.A.
♪ 02 de julho 2016
♪ Série Diálogos
Não quero brisas de suspiro infante
nem que me chores nos sonhos teus.
Com brandas queixas, não mais me canses,
nem com lamúrias, e pranto, e eu,
que tanto erro em outros mundos,
querendo errar nesse mundo teu,
eu poderia torná-lo imundo,
se me atirasses àquele breu,
se não dissesses que sou formosa
nem te alegrasses com risos meus,
se risses sempre ao me ver chorosa,
se definhasses de amor ateu;
nenhuma lágrima lutuosa,
derramarias dos olhos teus.
♪ Izabella Medina ♪ O.A.
♪ 02 de julho 2016
♪ Série Diálogos
LÁ!
LÁ!
Com o vento em minhas mãos,
o meu roxo véu eu giro,
vou seguindo a intuição,
dou meus pulos, improviso
e um novo passo arrisco,
pra compor a intenção
de quem quer viver de circo
lá no Vale do Capão.
Com o vento em minhas mãos,
o meu roxo véu eu giro,
vou seguindo a intuição,
dou meus pulos, improviso
e um novo passo arrisco,
pra compor a intenção
de quem quer viver de circo
lá no Vale do Capão.
♪
Izabella Medina ♪ O.A.
♪ 21 de junho 2016
Assinar:
Postagens (Atom)
