terça-feira, 29 de outubro de 2013

Twist me

TWIST  ME

Não me culpe!
Não quero saber!
Não conte mais mentiras!

Não, me culpe.
Não, conte mais mentiras.
Não, quero saber.

♪  Oria Allyahan  ♪  22 out 2013  ♪ 

domingo, 27 de outubro de 2013

Periélio



PERIÉLIO


Novamente, eu te peço:
não fiques tão perto de mim
nem me fites desse jeito.

A luz que tu emanas
ofusca o meu brilho
e minha lucidez enganas.

Porém, nestes Janeiros
da elíptica de nossas vidas,
eu fico, assim, tão ágil...

Bem por isso, eu te peço
que não fiques, de mim, perto
nem confortes-me essa noite.

Nestes Julhos friorentos
da elíptica de nossas vidas,
eu me sinto assim tão lento...

Mas, agora que estás longe,
que meu corpo não aqueces,
contradigo, Sol, a prece

e, mais uma vez, te peço:
não fiques, de mim, perto,
mas me aqueça essa noite.


 Oria Allyahan ♪ 26 out 2013 - 13:43h; 27 out 2013 - 01:38h, 16:23h ♪

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CÁ ENTRE NÓS

CÁ ENTRE NÓS
                                                ao Santo

Quase sempre é noite.
Ele vem e me tira o sono.
Eu gosto, não minto.

Às vezes angustia,
às vezes até dói!
Mas é sempre prazeroso.
Às vezes me faz chorar,
às vezes me tira o fôlego!
Mas eu respiro aliviada.
Às vezes me doem os dedos,
às vezes me parte ao meio!
Mas, no fim, inteira estou.

Quase sempre é noite
quando me devolve o sono.
Eu gosto, admito!

♪ Oria Allyahan ♪ 19/10/13 ♪ 02:57h ♪

sábado, 5 de outubro de 2013

Estudo III

ESTUDO III

Nem tudo de meu verso me decifra,                                                                   ♪  Oria Allyahan  ♪
nem tudo em meu verso me condena,                                                      ♪  04 de outubro de 2013  
nem tudo de meu verso é mentira,
nem tudo em meu verso é meu lema.

Nem tudo em meu verso é falso,
nem tudo em meu verso é graça,
nem tudo em meu verso é Fausto,
nem tudo o meu verso disfarça.

Neles, digo o que sou e finjo
ser o que, deveras, ecoou
em cada sensação e arrepio
que meu corpo um dia lançou.

Se escapa por meu dedos, difama,
revela um'alma insana e cura a dor,
reverte, em som e luz, a trama,
refaz inteiro o interior.

Meu verso é canto doente,
mas tudo em meu verso é dança,
meu canto é estrela cadente
que ao mundo inteiro me lança.
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