Quando em tua boca arranco suspiros,
minhas raizes brotam em teu corpo,
em vales, prados, campos de lírios,
dissipando minha essencia teu sopro.
Só min'haste é teu contentamento
quando em tua boca perdes a razão.
Ando cativa em teu lábio e ao vento,
sou mero fruto de tua sedução.
E uníssono é som de sopro e planta
quando em tua boca sou pura agonia
de ninfa. E o feitiço que encanta,
na flauta do deus, é só melodia
unida ao pranto de presa que lança
de sua liberdade esta nostalgia.
O.A.: 07/07/11; 01:41h ♪
