CAFEZINHO DA LOZA
a Eliana, minha tia, pela
acertada epifania
Nunca se marcava hora
para estarem reunidos
– filhos, netos, genros, noras,
jarra, borra no tecido.
O café nunca faltava,
esquentava a falação;
minha avó o preparava
com a mesma precisão:
nunca descartava a sobra
e, a ela, adicionava
o amor daquelas horas,
o pó denso, a nova água.
Tudo junto ao coador,
sob o som de cantorias,
sempre um tio conversador
incitando a alegria.
O café da minha avó
junta anos de labor,
não é só a água, o pó,
é uma vida de valor,
e tem no seu bem maior
remontar muitos momentos.
O café de minha avó
inda é o do casamento!
♪ Izabella Medina
♪ O.A.
♪ 02 de maio de
2016
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