sábado, 1 de janeiro de 2011

Insano

INSANO
                            à lembrança de um amor

Entre noites e alvoradas
paira o mesmo desalento:
em minha'alma atormentada
só tristeza, chuva e vento.

E do desejo profano
se agitam braço e pernas,
faço bem o meu engano,
faço, a mim, juras eternas

e, nas minhas veias, corre
o veneno consciente
da esperança que não morre,

mesmo com seu "não" tirano;
e esse meu olhar doente
fito em dor, em flor, insano...

3 comentários:

  1. fito em dor, em flor, insano -

    demais da conta


    abraço renovado de 2011

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  2. Sempre 'o mesmo desalento'...
    Encantador! Não sou muito bom com versos
    (lido melhor com prosa) e talvez por isso eu seja um insasiável admirador dos que possuem tal habilidade.

    Nunca lí Patrick Süskind, mas vou
    providenciar nosso encontro.
    Espero também simpatizar com ele...

    =}

    Abç.
    Seguindo

    ResponderExcluir

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