Quem, da espera, fez sossego
tratou de apagar a dor
ou, dela, fez arremedo
nos risos que desenhou.
Se nem mesmo sentiu medo
ou se do medo olvidou,
se ausência não tem cheiro,
não tem gosto e não tem cor,
por que turva esses janeiros
com chuvas, saudade e bolor?
Porque, de promessa, é feito
o caminho de quem não voltou;
e, se não se pode dar jeito,
repete o que já rabiscou.
♪
Izabella Medina ♪ O.A.
♪ 18 de junho 2016
Nenhum comentário:
Postar um comentário