DOSE ÚNICA
É por eu estar
tão cheio
que meu copo
está vazio.
Eu vesti seus
devaneios,
desbotei meu
céu anil
e rasguei os
meus preceitos,
venerei os seus
desvios.
Eu tornei-me,
assim, alheio
nesse seu colo macio,
afoguei-me nos
anseios
dum querer mais
doentio
do que todos
os desejos
desse seu
olhar vadio.
Escarrei os
meus receios,
esculpi um
verso vil,
atirei-me nesse
enleio,
minha lucidez
ruiu…
Mas foi no seu
riso meigo
que perdi todo
meu brio.
Hoje, eu vivo
de tropeços,
desde que você
partiu.
Nas lembranças,
cambaleio,
forjo nossos
sonhos mil.
♪ Izabella
Medina ♪ O.A.
♪ 13 de julho de
2016
♪ 01:20h; 15:11h
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