CRÔNICA
Olha, eu ando por
aqui
desse povo tão
experto,
de intelecto sem
freio,
que se julga sempre
certo,
culto, justo, tão
liberto
em bradar discurso
alheio.
E nem quero ouvir
falar
dessas nobres minorias,
com afã de
justiceiras,
que, berrando
hipocrisias,
reivindicam regalias,
de que querem ser
herdeiras.
Também ando
impaciente
com o mundo dos
perfeitos,
gente boa, rica e
linda.
Numa vida sem
defeitos,
sob a graça dos
efeitos,
a alegria nunca
finda.
Para onde vai o
bonde,
levando esses sabidos,
guiado por torpes
heróis,
lotado de rostos
torcidos,
com tanto valor
invertido
de gente que nada
constrói?
Vasto mundo
traiçoeiro,
mais parece uma
cilada!
Se eu me chamasse
Fausto,
não daria mesmo em
nada,
só seria um nome
falso
numa crônica
rimada.
♪
Izabella Medina ♪ O.A.
♪
29 de abril 2016
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