POETA MORIBUNDO
A palavra, rasgando-lhe o dorso,
fazia escorrer do papel carne
a rubra tinta. Viu-se nela submerso,
de súbito, o poeta, e absorto,
infecundo, sem rumo, sem timbre.
Nem palavra ou torto verso
mais brotava de seu tronco
nem podia mais ser livre,
e mesmo com tanto labor,
morreu em um segundo.
Diga, então, caro leitor,
se há dor maior no mundo?
Dilacera um'alma a cor,
de um poeta moribundo.
♪ Oria Allyahan & Marina Carvalho
♪ 17:12h, 14 de abril de 2012
♪ 13:42h, 04 de agosto de 2012


Essa tinta de sangue rende tantos versos, inclusive a um poeta moribundo.
ResponderExcluirSeja este poeta ou a doce anciã, a palavra lhes servem como alívio de uma alma inquieta.